Feito maquiador, escondo as cicatrizes que brotam da epiderme. Feridas que eclodem de dentro, que nascem nos cantos mais obscuros do meu coração cansado desse banho de luxuria e prazeres desenfreados. Assumo meu bucolismo e eufemismo profano, jogo na cara de terceiros as minhas garras que corto com o teu alicate. Me torno humano longe desse mimo exorcisante que só tu pode me dar, em forma de silencio falado e decibéis estourados.. Grito calado e frio que alisa o pó do rosto e entorpecendo os poros com a nicotina que teu beijo carrega. Percebi que minha alma estava aprisionada em palavras e ações que não posso fazer. E com Isaura a lei eu mesmo outorguei pra mim. Quero liberdade, meus leques... Resgatar o velho e apresentar ao novo, fundi-los e ensina-los a fuder com tudo, inclusive com você.
(Primeiro texto escrito no celular, teste.)
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
definiçao
sou pirata velho preso ao mar, sou repetitivo como um bom samba, sou um lerdo e por causa dessa lerdeza de nascimento eu vou sintetizando minha sagacidade com alguns goles de groselha,se pá o gosto da boca embalsamada com aquela vontade me guia. Sou uma das amantes de Saturno, sou viagem espacial ideal aqui mesmo, sou filho de pescador mais mainha, sou dançarino engenhoso, ágil feito gato ,peça de bronze na forja, sou barro em fornalha esperando a lambida da labareda, sou sorriso amarelo frente ao espelho, sou acorde acordado e bem sujo, sou um maltrapilho de pele branca, sou ligação... um moi de tudo junto e separando-se...
Sou de tudo, quase nada...
Sou o nada, o teu tudo.
sábado, 6 de setembro de 2014
mais um branco.
Sou montanha, sou miragem erguida por visão cansada, sou verdade que nem a metade da respiração pode inspirar o brotamento do ser erguido. Forjado no inferno cotidiano, eclodi em metamorfose de minha pupa particular de ideais flamejantes... mais um branco... mais um branco pagando de humano. Mais um que diz ser da terra mesmo sendo do céu! pertencente as formas mais angulares possíveis. sou eu, um caucasiano alegando ser Tupi.
domingo, 17 de agosto de 2014
capa de lona.
Eu sei que mereço o mar, o ar.. mas eu quero a terra , o sufoco.
quero cantar, dançar... mas só deixam gritar e rodar.
afeto e abraço são tudo que me atrai, mas com os braços atados só consigo murmurar o torto.
a chuva, a brisa... nada tenho pois a parede, que construir de olhares tortos e capa de lona, me cerca.
quero cantar, dançar... mas só deixam gritar e rodar.
afeto e abraço são tudo que me atrai, mas com os braços atados só consigo murmurar o torto.
a chuva, a brisa... nada tenho pois a parede, que construir de olhares tortos e capa de lona, me cerca.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Apresentação - Poema pra Ninguém
Um tanto eufórica e ao mesmo tempo calma, me divido quase sempre nessas duas vertentes extremas do sentir. Essa sou eu: Rita Moraes, convidada por um querido amigo a fazer parte do Nuvens Contadas, união perfeita entre o tema e a ideia pós tema. Escrevo porque amo e amo porque sinto a cada novo escrito o reflexo do turbilhão de sentimentos que vive em mim. Dedico-me a escrita sem freio, sem medo e somente com o desejo de perpetuar utopicamente as memórias vividas e sonhadas. Espero... Bom, não espero nada. Vão lendo e contando as muitas nuvens que ainda estão por vir. : )
Produção de pensamento uma rotina
Escreveria centenas de vezes sem cabeça
versos distorcidos
frases sem nexo
curta
maneira
de
...
Um desenho assimétrico
Teu sorriso quase perto
e devolve a lembrança
Comida quase pronta
Sem choro, nem peça
ô de fora
Aqui vou eu
Buscar a leveza da alma
Sacar da janela a balada
Compôr um poema sem nome
Pra alguém cujo pseudônimo,
Se chama Ninguém.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Depois eu não sei.
Não sei começar poema, não sei como iniciar esse texto... Só sei que quero externar toda admiração que tenho pelo teu olhar... Um olhar profundo que hipnotiza a todo marinheiro! Um olhar tempestuoso e que eu, marujo novo, faria toda a questão de navegar pelas mais sinuosas ondas, atracaria no teu sorriso construindo o meu abrigo em teus lábios!
De presente roubaria toda a luz desse planeta e te daria toda ela de uma vez! mataria o silencio e construiria a mais bela sinfonia só pra te ver rodar na chuva com aquele olhar esfaqueante, com os passos sóbrios e tua boca me chamando pra dançar sem pronunciar nenhuma palavra... Eu com toda minha malemolência apenas aceitaria e de perto iria ver o pedaço do paraíso e o pedaço do inferno dançando bem na minha frente! Depois? depois eu não sei...
De presente roubaria toda a luz desse planeta e te daria toda ela de uma vez! mataria o silencio e construiria a mais bela sinfonia só pra te ver rodar na chuva com aquele olhar esfaqueante, com os passos sóbrios e tua boca me chamando pra dançar sem pronunciar nenhuma palavra... Eu com toda minha malemolência apenas aceitaria e de perto iria ver o pedaço do paraíso e o pedaço do inferno dançando bem na minha frente! Depois? depois eu não sei...
segunda-feira, 23 de junho de 2014
o cineasta.
Cada dia vou acumulando em minha mente momentos e historias... vou criando personagens, abandonando o roteiro e criando minhas cenas... A câmera eu quero que seja a retina dos teus olhos e que tu edite tudo durante o próximo furto que faço... o furto de teus beijos e do mais belos sorrisos sinceros que escapam do canto da tua boca.
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