terça-feira, 7 de janeiro de 2014

De boa.

Sabe com é ser atingido por um olhar que crava no peito e todo o meu céu pausa nu em uma dança lenta... onde a tua voz não é mais alta que um sussurro baixo...quando as forças das minhas pernas dão lugar a dormência viciada no chão, caio e com o rosto perto de toda frieza terrestre posso poetizar sobre a queda momentânea e planejar toda pala orgulhosa que regurgito sobre  teu colo, com toda mentira ainda escorrendo do lábios me ponho a te mostrar o sorriso amarelo e solto a frase mais mentirosa de todas: "De boa"... o mundo pode ta acabando e vou tatuar no céu essa frase, está tudo de boa... não pra mim... mas está.

Pelas velhas artérias.

Sei que não vivi nada nesse plano terrestres, mas pelos pensamentos já vivi mais de 10.... viajo em mares cerebrais pulsantes e procuro sempre um porto cheio de marujos e rum afim de embarcar-lhes na barca furada e doar vários sorrisos amarelos. Penso que um sorriso sozinho é como um grito mudo( a aglomeração de bonecos me faz rir por motivos bestas e gosto disso) é... prezo pela aglomeração dentro dessa barca, quero observar as arcadas de cada ser que anda do meu lado sem perguntar pra onde eu vou , sem me dar livros pois lerei a introdução e nada mais, quero um conselho que entre nas orelhas e ancore na cabeça, quero um olhar que fixe na testa, que saque as minhas piadas ruins, quero que todos façam parte de mim como uma lembrança, um glóbulo que transporte tudo para a bomba pulsante.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A cada gole, o teu sorriso...

Olho dentro do copo vejo-o vazio, com velocidade peço para um brother enche-lo, aprecio a tristeza de cada gole e a cada passagem de falsa felicidade tocar os pedaços de mim por dentro, agindo... talhando no rosto uns sorrisos que antecedem a dor seguinte... mas mesmo assim anseio pela sensação de liberdade que isso produz na vida cinza.Mas como uma tempestade de cores, veio você sobre o mono cromismo que dançava sobre horas repetidas e os melou com beijos e carinhos marcando-os com cores que partem de cada pedaço teu:  teus olhos castanhos, o teu sorriso radiante, aquele vestido cheio de flores que tu usa o short azul, as unhas... tudo. Depois disso vivo a calmaria ao teu lado e não importa que algumas tempestades invadam a minha vida eu sei que posso segurar na tua mão e te abraçar pois sei que tudo isso vai ter passar menos tua voz ecoando em meus ouvidos que tudo ta bem. Se por outro lado ( o teu ) tudo desmoronar, está aqui um que segurará as colunas com os braços e com os mais sinceros pensamentos te dizer a verdade e apoiar-te sempre.

Oldbutgold.

sábado, 14 de dezembro de 2013

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Tremulo, estou tentando entregar-te metade de minha vontade... pois a outra já te dei quando os nossos olhos se entrelaçaram e pude sussurrar em teus ouvidos todas palavras que nasciam no caos do momento, todas as lâminas já jaziam ao chão, todas as flechas já caídas depois de uma viagem sobre as asas dos ventos frios que emergem da calmaria.

sábado, 30 de novembro de 2013

Pena afiada.

Queria aprender a escrever com habilidade e direção... mas sei que mesmo em pensamento turvos e palavras tremulas as minhas ideias são como pena afiada, que  acaba marcando não só o papel em que escrevo mas também a nuca de quem escuta a narração silenciosa dos seus pensamentos...

sábado, 16 de novembro de 2013

Capibaribe

Acordei com o fio da memoria sendo puxado pela manhã turva, queria sentir outra vez teus beijos, teus toques e os olhares que me tatuam o rosto. Essa vontade só passou quando a voz de meu velho mestre me chama para ir pescar os sorrisos escondidos na cor escura do barro capibaribiano. 
Eu fui, sentei e vi o sol me chamando pra bailar ao som do vento... saltei no rio, eu ri e vi que as pontes me seguraram e até impulsionaram para perto da estrela dançarina. Sagaz e sabendo de minha intenções ela me agarrou e sussurrou que a minha batalha é nada... que posso respirar os ares sem pensar no tudo que tenho que fazer, basta apenas fazer.
Depois de todos os acordes impecáveis e frigidos do vento. toco no chão e lembro de minha condição metálica me vem a dor e volto a arremessar piadas no rio... no final saímos sem o sorriso... voltei pra casa com uma queimadura no cangote e dois olhos tatuados na cara.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Forja.

Explico a ausência de vestimentas por vontade de liberdade e é essa que consigo arrancar de ti a cada olhar pois a vida segue ritmada e regida pelas batidas ardentes do velho Hefesto...
 Ouço o som da martelada, sinto o calor, o frio... sinto que tudo está mudando a cada minuto que passo por essa forja temporal. São responsabilidades que sustentam a bigorna, a ética esmiúça a carne que me resta... deixando apenas o esqueleto feito da minha pouca moral que ergue os braços pedindo misericórdia, clamando a compaixão já carbonizada pela vontade de crescer.. sei que esses processos são duros, mas sinto que depois desse tortura renascerei com valores covalentes!
Posso sentir o toque da verdade em meu ossos, a gênese da coragem, a reconstrução... sou a obra volátil e inacabada do ferreiro de deuses.